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As raízes das danças brasileiras

A estrela das danças brasileiras é sem nenhuma dúvida o samba e as suas variantes. Porém, no Brasil existiram muitos outros ritmos que foram essenciais para as músicas de dança em todo o mundo, como o maxixe ou a lambada.
No descobrimento em 1500, só existiam indígenas no Brasil. Com o passar dos séculos foi colonizado pelos portugueses que introduziram os escravos africanos. Dessa mistura de culturas resultou toda a variedade de ritmos e danças brasileiras. Outras culturas influenciaram em menor escala, como a holandesa, a francesa, a italiana ou a alemã.
Foi da fusão dos ritmos africanos com a música e dança européia que surgiram os principais gêneros musicais e danças brasileiras, como o lundu, o maxixe e o samba de gafieira.

Umbigada, o início: Dança originária de Angola e do Congo, trazida pelos escravos, é uma das danças mais antigas executadas no Brasil. É realizada, ao ritmo do batuque africano, formando um círculo de participantes em volta do(s) dançarinos(s) solista(s). O dançarinos executa uma coreografia sensual e ao convidar o próximo dançarinos para entrar no circulo, o faz tocando seu umbigo no dele.

Lundu: Dança de origem Banto também da Angola e do Congo, descrita como licenciosa e indecente, surge como canção solista brasileira no final do século XVII, tornando-se o primeiro grande fruto da fusão cultural brasileira. Em 1792 são publicados os primeiros títulos. No século XIX é tocada e dançada em salões de diversos níveis sociais, tornando-se um gênero musical executado por brancos e negros, sem distinção racial.

Maxixe: Primeira dança enlaçada a surgir no Brasil. Surgiu primeiro como dança, no Rio de Janeiro, dançada ao som de polca, mazurca e xótis, só se tornando gênero musical posteriormente, sendo fruto da fusão da polca (andamento) européia, introduzida em meados do século XIX, com o lundo (síncopa) e o tango (rítmica). Foi uma dança considerada imoral e para chegar aos teatros brasileiros e europeus sofreu um processo de "refinamento".

Samba: Surgiu como gênero musical no início do século XX, no Rio de Janeiro, tendo como primeira gravação oficial o samba "Pelo Telefone"de 1917. Foi fruto do maxixe, do lundu e do caldeirão cultural brasileiro. Como dança enlaçada surgiu na década de 1920, denominada samba de salão ou de gafieira. Coincidindo com o declínio do maxixe, atingiu sua definição na década de 1940. O samba de gafieira difere do samba internacional e do samba de carnaval. O internacional sofreu influências do maxixe e da estilização do mesmo por Dred Astaire no filme "Flying Down to Rio"(1933), além do samba caricultural de Carmen Miranda. Restrito às gafieiras cariocas no período da discoteca e da dance music, ressurgiu para o público com a moda da lambada no finasl da década de 1980. Na década de 1990 o samba de gafieira sofreu influência de passos do tango argentino.

As variantes do samba

Samba-canção:
Melódico, suave e muitas vezes é dançado até como bolero, se o andamento for bem lento, mesmo que o correto seja dançar com passos de samba de gafieira.

Pagode paulista ou sambalanço: Embora não seja uma versão do samba das mais elaboradas, é fácil de dançar devido ao seu andamento lento.

Samba de breque: Caracteriza-se por partadas súbitas (breques) na música, onde são intercaladas frases faladas. Nasceu na década de 1930, no Rio de Janeiro, e é dançado com o samba de gafieira, parando-se em cada breque.

Samba -enredo: É o samba feito para os tradicionais desfiles das escolas de samba no carnaval. Não é uma dança enlaçada, nem uma dança de salão. Utiliza-se o samba no pé ou miudinho, e possui coreografias elaboradas, como as executadas pelos mestres-salas e porta-bandeiras nos desfiles.

Lambada : Fenômeno comercial de 1989, apesar de já existir anteriormente. Surgiu da fusão de ritmos caribenhos, como o merengue, com o forró e o carimbó brasileiro. Trouxe novo fôlego para a dança de salão brasileira ao chamar a atenção dos jovens pelo seu caráter sensual. Saindo de moda rapidamente, a dança lambada sobrevive atualmente sendo dançada ao som de zouk, música árabe e música cigana, além do próprio gênero musical lambada.

Forró: Termo genérico para diversos ritmos do nordeste brasileiro, como o baião, o xote e o xaxado. Apesar de ser tocado e dançado por migrantes nordestinos há muitas décadas, surge como moda no sudeste brasileiro em 1997, fundindo todas as danças e ritmos nordestinos que o compõe. Incorpora então passos de outras danças de salão do Rio de Janeiro. Nesse período foi o principal responsável pela atração de jovens para a dança de salão.

O Choro: Surgiu em 1870, no Rio de Janeiro Inicialmente não se caracteriza como gênero musical, mas pela forma abrasileirada com que os músicos tocavam ritmos estrangeiros, como a polca, o tango e a valsa. Tem como característica principal a improvisação instrumental. A partir de 1880 o choro popularizou-se nos salões e festas dos subúrbios cariocas. Seua instrumentos originais são o violão, a flauta, o cavaquinho e a clarineta, com acréscimo do pandeiro na década de 1930, com o surgimento dos conjuntos regionais.

 

 

 

 

 


Extraído da publicação: "As melhores Dicas de Dança de Salão" publicada por edições Del Prado.